Após o anúncio da Aardman, responsável pela Fuga das Galinhas e Wallace and Gromit, que iriam interromper as atividades com esta técnica substituindo a por computação gráfica em 3D, muita gente enlouqueceu feito galinha com a cabeça decepada.
Também pudera, a Aardman é um ícone desta técnica, referência mundial do stopmotion.
Acredito que o stopmotion acabou se tornando um chagas para a Aardman. O que eles querem certamente é, em primeiro lugar lucrar mais, barateando sua produção, o que a computação gráfica fará com certeza, e em segundo contar uma estória. E para contar uma estória você não depende de uma técnica.
Este ano em Curitiba várias agências demandaram trabalhos em Stopmotion e Pixilation, esta última é uma variação do stopmotion que utiliza seres vivos como protagonistas, ao invés de objetos inanimados como no stopmotion.
Isso se deve ao apelo estético que a técnica proporciona. O cinema continuará usando, vou arriscar, para sempre esta técnica como forma artistica e a publicidade também, para proporcionar um diferencial visual nas peças. Acredito que as agências só não utilizam mais dessa técnica pelas dificuldades em encontrar profissionais da técnica e pelo custo envolvido.
A GVT (Global Village Telecom) acaba de lançar uma campanha onde dois filmes foram feitos com a técnica de stopmotion. Três cenários são feitos e desfeitos durante o filme de 30” dirigido por Anésio Jr. enquanto o ator fala sobre as mudanças que está fazendo em sua empresa. O filme foi rodado em Curitiba e teve direção de animação de Henrique Faria, direção de arte da Jô Marçal e direção de fotografia de André Rassi.
Certamente a computação gráfica consegue mimetizar a técnica, mas, nada substitiu o processo artesanal de mover objetos centimetro por centimetro, frame a frame.
Links sugeridos:
http://en.wikipedia.org/wiki/Pixilation
http://www.aardman.com
http://br.youtube.com/watch?v=r8JexiISPNk